Sylvia D'Sousa escritora e poeta vem nos trazer notícias de sua arte. Com esta entrevista feita pelo celular nesta manhã, a escritora nos deixa escapar revelações da sua vida e da sua criação.
kátia Ribeiro: Jornalista
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Quando é a melhor hora para escrever?
Sylvia>
Geralmente pela manhã. A mente está descansada. Seu espírito está se lembrando das coisas. Processando aquilo que faz sentido pra você. Gosto de beber um café antes. Fumar meu baseado. Olhar a vista lá fora. Aí eu sento e começo a escrever.
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Quando você percebeu que era uma escritora?
Sylvia>
Quando conheci Raquel. Ela é uma amiga do curso de Cinema na Universidade Federal Do Pará. Ela gostava do que eu escrevia. Ela e mais uns duzentos do curso de Letras lembro, foi num encontro de estudantes de Letras na UFRJ escrevi uma carta de amor que circulou no encontro, claro que eu não esperava por isso (rsrss) mas fez o maior sucesso.
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Voce teve certeza que queria ser escritora neste evento?
Sylvia>
Não exatamente isso...eu percebi que as pessoas gostavam do que eu escrevia. Elas se identificavam com a trama. Mas eu percebi que era poeta e com muita simplicidade vestir a carapuça. Fui muito feliz nessa descoberta. Me debrucei nos livros de Autores brasileiros e estrangeiros. Me deixei seduzir por Neruda, Cecília Meireles, Clarice Lispector, entre outros. Me identifiquei com muitos e tenho minha biblioteca sortida agora para recuperar a emoção logo que me desencanto.
Amigos Raquel e Idalécio do curso de Cinema em Belém
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A Poeta nasceu primeiro. Mas me conta como foi a estrada literária até que escrevesse seu primeiro livro?
Sylvia>
Foi uma loucura. Primeiro porque entre a poeta e a estudante optei pela poesia que nasce impregnada na alma e não vai na direção que você planeja. Nesses desencontros, tantas de você se manifesta. O grande momento da sua vida pode durar apenas uma noite. Mas o que você leva com você será pra vida toda. Eu sou o tipo de escritora que vive aquilo que escreve. E meu primeiro livro foi uma experiência real, as vezes nas entrelinhas , pois a estória acontece na idade média. Eu não encontrei facilidades nenhuma. Foi penoso. Mas foi revelador. O autor deve se entregar de forma que investirá todo seu dinheiro numa arte incrível, que é a de uma pessoa que tem o talento para escrever.
Os recurso pagos por mim e alguns amigos valeu á pena. De Volta à Occitânia tem espírito, vida própria
DE VOLTA á OCCITÂNIA
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Você está criando algo novo agora ou seria algo do mesmo estilo do primeiro livro?Sylvia>
Definitivamente sim. Estou vivendo numa toca nos confins da chapada Diamantina passando o período pandêmico. E lógico que estou escrevendo um novo livro. Será meu quarto aos meus 42 anos. O assunto deste livro é diferente do primeiro. Não tem muito a ver com o segundo( Estação 0.1), nem com o terceiro, enfim. Tenho a pegada de mixar a ficção com o verídico. Tentei me sair bem na terceira pessoa mas foi diferente demais do que eu queria passar. Estação 0.1 por exemplo é uma narrativa na primeira pessoa que não apaga os outros personagens. Meu Deus! quem pode me dizer se não bate uma dúvida se João é real ou não passa de um personagem fictício. Ora todos os meus leitores, os da Espanha, França, Portugal, Brasil me perguntam: O João deste livro existe?Blogger>
Você responde. O João existe?
Sylvia>
Não.
Ele é uma junção visionário espiritual. Um guia para fora da caixa. Trás a novidade desse futuro cibernético em cada um de nós e essa indagação sobre a existência de outras vidas fora da nossa galáxia, de outras densidades, universo paralelo, viagem fora do corpo. É uma leitura curta. Mas a ideia é esta mesma. Não existe um segundo livro sobre o mesmo assunto. Deixemos João explorar as estações. Sigo agora para um universo imerso. Para quem ainda não leu pode encontra-lo na Amazon.com em (e-book) Ou aqui no Blogger mesmo.
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O que você espera da literatura brasileira no momento atual?
Sylvia>
Estou convicta que ela está se moldando. Muitos escritores estão surgindo, a versão digital também tem o seu valor e sua utilidade; eu vejo toda essa novidade com grandes esperanças. Aposto numa arte nova, numa reinvenção da escrita, manter os grandes, mas evoluir nossa linguagem, levar a mensagem da forma que ela vem e que a gente só capta no ar e transfere para o papel.







