terça-feira, 12 de dezembro de 2023

O Conto nas Escolas Públicas

 


                          

  
Essa estória fez a cabeça dos alunos das escolas públicas no Estado do Pará e Bahia. Sua ambientação  se mescla: uma parte da trama começa no trópico de capricórnio pelas ribeirinhas marajoaras e a outra parte se passa num povoado das montanhas na Bahia;  tombado pelo patrimônio històrico mundial há alguns anos por ser rico em exuberância natural; guarda tambem a história do Garimpo no Brasil, entre outras. O conto tornou-se uma leitura muito apreciada por se tratar de uma história curta. E na medida que novas idéias vão surgindo, o Brasil vem se adaptando ao Short-Story (como se usa no termo inglês) para se referir aos contos modernos de vários estilos.
Essa estória representa a função das multíplas tendências do conto. Embora tenha sido escrito para haver uma continuação devido ao número muito pequeno de página para um livro, tudo mudou quando um grupo de professores da rede pública de um lugar muito carente em seus recursos econômicos, básicos e de moradia; começaram por idealizar uma forma de melhorar o ensino nesses lugares difíceis  e muitas vezes esquecidos pelo nosso governo. 
A linguagen assecível deste conto conquistou um número grande de leitores; onde ele se identificou com a história, despertando mais interesse pela leitura.  
O fato de nossos métodos de ensino não ter evoluído nas ultimas décadas; é triste dizer que o Brasil não produziu nada original à décadas. Na década de 90 os livros e autores brasileiros despareceram. Foi a invasão da América com suas traduções, entre outros países vizinho da América Latina.
Com a ressureição do conto como meta de ensino e produção literária sem dúvida algo novo e promissor pode nascer. Pois a educação nas redes de ensino público caíu muito nas ultimas duas décadas. Pra não falar das dificuldades de formar educadores que realmente se importam e levam a sério a Educação como um todo.
O conto foi eleito como a melhor estratégia em se tratando de incentivo a leitura e produção literária brasileira. E avança para a prática este ano de 2024.
Muitos autores não conhecidos terão a chance de públicar seus livros, em especial O Conto. Sem esquecer que estaremos nos direcionando para um público da era digital, dos gaimer sofisticados, das redes sociais, da mais alta I. A mediatíca. Portanto, depois dos clássicos, a liberdade e a forma encontrados amplos no conto moderno, como Estação 0.1 será a grande saída para resolução de um granade e grave problema na nossa Sociedade: a carência de leitores, a carência de autores e o desconhecimento da nossa lingua Portuguesa.
A  Amazon e outras plataformas deu oportunidade para novos autores, amadores e maduros profissionais. Fez uma revolução no quesito publicações independentes; mesmo que a plataforma ganhe 70% em cima do seu original. Todo iniciante que ter sua obra publicada.
O script do projeto está sendo feito por uma equipe de professoeres de vários estados Brasileiros que querem dá a sua colaboração para que o conto nas salas de aula volte com toda força.


     A autora de Estação 0.1 Sylvia D'Sousa disse que no livro também faz uma crítica ás negligencias feita aos moradores da periferia. Exalta a conscientização dos nossos recursos naturais e incere um novo folclore na nossa ambientação social. O imaginário cria forma de naves e seres espaciais. O personagem vive a grande aventura de seus poderes clarividentes. E na fantasia encontramos elementos super importantes para a construção da autocrítica.
     Por ser uma estória curta acaba satisfazendo muito o leitor que começa a criar gosto pela leitura.
A produção física do livro contou com alguns apoiadores idealistas que trabalham duro para manter a essência do livro. Eles investem tempo e estudo para que tudo o que envolva a cultura literária e a criatividade do nosso imaginário possa ter fluência  e chegar aos mais excluídos da Sociedade.


    A autora disse também que foi aluna da rede pública e que no início da década de 90 seus autores eram todos estrangeiros. O primeiro livro americano que ela leu foi on the Road de Jack Keruac e em seguida Sidarta de Hermann Hesse já naquele tempo só quem amava literatura nas salas de aula queria muito escrever um conto. E dos seus contistas preferidos se destacavam, Machado de Assis, Manoel Bandeira, Clarice Lispector e o memorável Monteiro lobato. Ela também conta que no estado do Pará na famosa Feliz Lusitânia (nome do povoado colonial português) em 1616 serviu de inspiração para muitos contintas regionais. O conto fez toda a diferença na sua criação literária. Elevando o folclore brasileiro ao mais alta escala de apredizagem e integração da cultura diversa do Brasil.
  

                   


O imaginário Brasileiro propiciado pela Literatura é sem dúvida uma verdadeira aprendizagem sobre a nossa cultura. hoje tão mesclada e desassociada por conta do lixo Cultural publicados para as massas. 
 Saber é importante para começar a Ser. Os valores humanos e os valores de uma sociedade desgovernada trás o Caos para todas as classes sociais. E o Exclusivismo intelectual é um assassino da nossa história. Saber quem somos enriquece a nossa qualidade como pessoas e transforma cidadãos em menos alienados.


Por: Claudio Brito (Jornalista e Crítico Literário)



segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Projeto Literário O Conto

                PROJETO LITERÁRIO 

             O CONTO NAS ESCOLAS 

         Um conto é uma narrativa que cria um universo de seres, da fantasia ou acontecimentos. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um narrador personagem, ponto de vista e um enredo.


   Segundo Eça de Queiroz " No conto tudo precisa ser apontado num risco leve e sóbrio: as figuras deve-se ver apenas a linha flagrante e definidora que revela e fixa uma personalidade; dos sentimentos apenas o que caiba num olhar; ou numa dessas palavras que escapa dos lábios e traz todo o ser; da paisagem somente as longes, numa cor unida.

 Os contos podem ser divididos em diferentes generos e estilos, como conto de fadas, o conto de terror, o conto policial, o conto de amor, contos realistas, contos fantásticos que exploram elementos sobrenaturais e mágicos.

A origem do conto remonta as tradições orais de diversas culturas ao redor mundo, como as fábulas gregas, as histórias populares da ìndia e do Oriente Médio.

No século XVII o conto começa a ser registrado por escrito, com autores como Perraut e os irmãos Grimm popularizando o gênero.

O conto literário apresenta "recursos criativos" que possuem uma finalidade: A ordem estética.

Na primeira metade do século XIX o Escritor Edgar Alan poe estabeleceu algumas regras para se escrever o conto literário, segundo ele, a narrativa deve ser breve, ter coerência e uma tensão que se resolva no seu desfecho.

O conto também evoluiu para outra forma de mídia, como filmes e programas de televisão, com adaptações modernas de clássicos como Alice no País da Maravilhas.

A inspiração para criar um conto pode surgir de diferentes lugares. Pode ser a partir de uma experiência pessoal, uma ambientação social , uma observação do mundo ao nosso redor, de um sonho, ou ate estória que existiram. 

Para criar um bom conto é preciso levar em consideração alguns elementos essenciais: 

- a contrução dos personagens

- a criação de diálogos

- a descrição de cenário e escolha das palavras certas para transmitir as emoções  e os sentimentos dos personagens.

- a estrutura narrativa.

As adaptações trazem novas interpretações e visões sobre a história, enriquecendo ainda mais o universo dos contos.

Das multiplas tendências do conto: "A Liberdade e a Forma " torna o conto a melhor estratégia em gerar uma interatividade com mais sucesso, no Método de ensino nas escola Brasileiras.

O conto retorna para incentivar a leitura e a criação literária. 

Sendo um dos gêneros mais curtos que uma novela ou um romance, o conto dá início a construção de uma base para os alunos. Além de trazer em sua dinâmica a capacitação do educador de Literatura  para ensinar literatura nas escolas.

O projeto é amplo, conciso e flexível. Insere o Conto em foco durante o ano todo; seguindo um cronograma que segue o calendário anual das datas comemorativas de tudo que envolva o livro, o escritor, entre outras datas comemorativas em relação as produções literárias o ano todo.

Nos novo programa de educação do Governo o conto deve entrar pra valer. Sendo disponibilizados, a confecção de livros de contos de autores brasileiros e estrangeiros. Para dar a partida ao começo de uma restauração da literatura nas escolas públicas. 

Este programa tem o compromisso sério com a formação de futuros leitores , futuros autores e educadores que formarão estes alunos. Sem contar, que é um investimento primordial para ascensão da criação literária brasileira, que à muito tempo vem deixando a desejar.

No calendário que ficará disponível aos alunos durante todo ano facilitará os testes e as dinâmicas entre aluno e professor. Durante o ano todo cada comemoração no calendário vai trazer uma forma lúdica de  aprender a criar um conto. 

Estas dinâmicas terão frutos e estes frutos serão analisados, recebendo pontos que ao final do ano letivo elegerá os melhores contos, de qualquer gênero e serão publicados em um livro de contos, dos alunos de cada escola pública, de qualquer bairro, Cidade ou Estado.

Os recursos que o Governo atual disponibilizará serão transformados em resultados satisfatórios na  Educação como um todo. E marcará um início importantíssimo na formação dos estudantes da rede pública deste ano em diante. 

O conto como forma de transmitir valores culturais e também como forma de despertar o imaginário brasileiro; viabiliza o conhecimento mais profundo das nossas raízes;  redirecionando à sua identidade, e identificação  com o terreno social do autor.

Nessa caminhada em direção ao mais sério desempenho de uma política que abraça a causa do livro, do leitor e da formação intelectual do cidadão brasileiro, em qualquer lugar. Ousemos criar projetos que fortaleça essa corrente de pensamento, conhecimento e modelo de educação. Pois só assim vamos ter realmente conseguido através de uma meta e de um conceito avançar no nosso modelo de Educação.

Quem quiser enviar sugestões e dinâmicas interativas, contos inéditos, etc. Enviar para o e-mail: 

cherie.diasdesousa@gmail.com

Fortalecerá muito a criação deste projeto

Obrigada!


Sylvia D'Sousa

Professora , Autora e Gestora Educacional.

  







segunda-feira, 19 de junho de 2023

Narrativa.com Entrevista


        Nova Entrevista com                           Sylvia D'Sousa

       Falando sobre: Produção literária, produção independente, e-books, vídeo books, plataforma digital e muito mais. 

  Estamos buscando a forma, a resposta e a reviravolta.

Fale sobre a produção independente na era digital?

Sobre a produção literária na nossa era digital? Que pergunta complexa! Uma vez que se abriram os leques para os autores independentes que certamente serão esmagados pela a propaganda. Esse criador que não sabe vender seus sonhos. Esse autor ingênuo que vai cair no golpe de algumas plataformas do tem de tudo. Esse talento desperdiçado no meios de produtos de uso doméstico. Essa é a ponte podre para a glória.

Não senti otimismo na sua resposta por quê??

Muita coisa boa que não tem marketing. Muito marketing pra muito lixo.
Golpes a cada segundo. Um número grande de novos talentos, uma enorme massa de bobagens.

Autores independentes estão mais seguros com a sua produção ou apenas empolgados com os truques de marketing??

Um leva a outro. Na minha experiência. Seja em leitores ou em qualquer truque digital. Agora mesmo me pergunto porque persisto no Bloguer? E também diminuiu muito aquele calor artístico compartilhado. Não se preocupam mas em comentar coisas positivas que agrade. Ou é a crítica ou a polêmica. Isso é muito desestimulante.

Quando começa a fazer a diferença numa plataforma o autor recebe pontos significativos pra emplacar a venda?

Sim. É fato que ele consiga vender mais do que o esperado. Assim ele pode fazer "assim e assado" e logo perder o domínio da sua criação a cada contrato. Tem que ficar atento sobre que organização vai promover o seu conteúdo. 
E mais ainda, qual o seu público alvo. Qual será o lucro é com eles. COMO você SERA VISTO é com você.
Me preocupo mais em criar do que em vender. E se fosse viver disso teria que encarar muitos desafios e a maioria deles sem a menor recompensa. Por isso o autor deveria apenas se preocupar em criar e não em vender.

Você contrataria um agente literário para te ajudar?

É esse o caminho. Não importa que você entenda de vendas. Quem vai entender do seu Livro é o agente. E tem muitos empresários que poderiam investir. Então isso é com o agente. Encontrar a editora adequada para o seu assunto é trabalho deste agente. Tradução, adaptação, divulgação, é serviço para um super agente literário. Aqui no Brasil o ícone de agenciamento literário se chama Luciana Vilas Boas e agência VBM & Moss.

O que você acha do vídeo book?
Útil. Importante. Uma grande ideia!

Prefere ouvir um livro ou prefere lê um livro?

Se ainda posso, prefiro lê. Se não pudesse, ouviria.

Qual é o título do seu novo livro? E quê assunto aborda?

O nome do meu novo livro se Chama SALÃO CERIMONIAL e aborda assuntos elevados da alma. Uma narrativa sobre uma experiência pessoal com ocultismo. 

Tem público para sua leitura ou é um assunto que exige mais intelecto??

Por incrível que pareça tem sim um grande público! Sobre ingressar nesse caminho é uma escolha particular. Sendo que toda a busca espiritual, toda a transcendência  é pessoal mesmo.
A filosofia dos mistérios requer um maior esforço da mente, são simbologias, números, oráculos. Mas a medida que uma leitura não esmague demais seu cérebro acaba por te fazer bem. 
Sou de uma geração que adora o cheiro dos livros. Mas sei que nem toda informação vem materializada. Hoje os e-books fazem a festa da galera. Isso é um fenômeno grandioso!

Sobre a poesia o quê tem a dizer?

A poesia é o motor da minha existência com meus sentidos aprimorados. Sinto que jamais se acaba. Sei que já superou vários pensamentos, várias mudanças de paradigmas no mundo e também com a evolução da nossa consciência a poesia é um vínculo profundo com o universo.


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Por: Claudio Barros (Jornalista).


Sylvia D'Sousa é autor de De Volta à Occitânia, Estação 0.1 e Salão Cerimonial


Estação 0.1 esta disponível na Amazon e pretende ser uma série. É o livro mais lido da autora até agora. Compreendendo um público juvenil. Recentemente a autora produziu alguns capítulos novos da série o que carece de uma nova divulgação da trama e a pedidos querem encontrar os livros em outras plataformas.


De volta à Occitânia foi seu primeiro trabalho e também espera uma reedição com mais seriedade. Tem uma narração envolvente e pitoresca. Nos leva ao passado com muitos detalhes ricos. A autora afirma que muitos dias e noites enquanto escrevia a trama se sentiu fazendo parte dessa estória pra lá de verídica.


Salão Cerimonial é seu trabalho mais conciso e maduro segundo a autora. 
Muito em breve vamos poder nos deliciar com esta leitura de enorme bom gosto e erudição.


 
Fim





















                             
                             








  

terça-feira, 30 de maio de 2023

O despertar do dia seguinte





 Não amo como um jovem que se apaixona pela sua ideia. Eu sei que há um rosto, um corpo e uma alma que não é a minha. E por efeito de atração todo o universo foi criado.

Assim que acordo de uma linda ilusão perfeita percebo que era a minha forma de ver uma coisa. 

Com o tempo se passando foram horas de agonia. Porque vejo morrer em mim a esperança. 

Daí eu me deixei sangrar o coração sem entender que no mais profundo de mim tudo ainda seria uma novidade.

E queria a todo custo não ceder aos meu caprichos! Eles que me deram toda a percepção do externo. E me fizeram labutar por nada. E me fizeram dançar na chuva.

Sobretudo veio a maturidade. E nem sempre chega na hora certa de dizer ou superar um adeus.

Por fim me sobra estes momentos mágicos de contemplar a imensidão do céu. E seria mesmo esta hora única reservada ao fumo. Se ao menos pudesse alcançar esse brilho eterno. Se não deixasse meus pensamentos assombrar toda a estrada de volta. Então, que não me resta nada, a não ser continuar. E novamente sem pensar acendo meu cigarro.

Dessa vez só. 

E só sempre que o dia clarear. Meu espírito a de se libertar destas doçuras infantis.

Pra engenhar uma coisa nova. Seja ela, uma ideia, um romance, uma grande descoberta.

Esse abraço inteiro que agora é dividido. Isso me torna prudente. Agora consigo olhar de perto todos os meus exageros.

Mas não seria exagero te-la por dois dias na semana se esses dois dias significasse alguma coisa.

Nosso cotidiano enfrenta esse duelo. Enquanto o tempo passa fatal na sua causa.

Tenho visto como você encara uma simples coisa. Como tem ficado irritada! Mas como não consigo acariciar a sua essência...preciso escapar da sua inconstância.

Não sofro por amor. Sofro por não ter significado. Por não ter atingido esse ponto máximo num coração. Por não ter sido reconhecida na vida compartilhada de tantas maneiras. Por não ter direito a sua reciprocidade.

Quando ainda estamos fracos em nossas escolhas a vida passa por nós.

Se estivermos entregues aos braços do movimento temos a chance da felicidade. No momento em que atrapalhamos o seu fluxo, a tristeza é certa.

Concluo hoje porque ainda espero por uma resposta. Me deixo hoje, pelo menos hoje ser arrastada pela minha alma.

Pois sem paixão o ego não manda. E sem desejo, o sofrimento não chega.


Bom dia 😘







segunda-feira, 1 de maio de 2023

De Alien para humano




              

   São quase duas horas para o fim. E estou respirando mal. Não me comunico com os terráqueos assim, como hoje contigo. 

Já me cansa como pegar um atalho pelo mar. ou descer num platô em pleno dia claro.

As imagens que sussurram  são nuances de uma memória quente. Eu não as guardo para mim, mas para as conquistas futuras, cheias de perigosas invenções. 

Os terráqueos se atrevem a querer incríveis tesouros subterrâneos. Não seria esse o sangue do planeta? Da serpente ao dinossauro, do dragão ao humanóide, de gente pra maquinas, de mim para você. O que sobraria em um milésimo de segundo se tu visse a minha face?

Conseguiria interpretar a grande morte como o fim da tua carne? o que carrega com ela é tão precioso. Mas morre contigo e eu me desfaço nesta hora invisível. È possível me apartar de todos os detalhes. Mas sofro agora, não estou liberto.

Sei que te falei muito comodamente sobre a minha chegada. Atrapalhei seus pensamentos mais estranhos. Entrei nos teus sonhos feito um disco voador caindo na Metrópole e depois se escondendo nas montanha das vilas silenciosas. Onde não se pensa grande.

E até lá os sonhadores das violas, esses que fumam da melhor colheita, interpretam o destino dos homens pelas estrelas.

Nunca, nunca se perguntam porque elas não mudam de lugar. Por que preferem o lugar que lhes deram e não se deve questionar. O destino é incontestável.

Mas se não me arrependo como um humano quando sabota todo seu trajeto. Ele é como um sol queimando por dentro e espalhando fogo por onde passa.

Amo quando ele incendia sua alma. Mas detesto quando ele queima tudo a sua volta.

Tenho vontade de aperta-los nas gravatas. Ou talvez soltar aço na insanidade de suas tragédias. Por fim, não me escutam. E eu não vim salva-los de suas atrocidades. 

Caí aqui do seu lado. E ouço sua voz silenciosa. Essa que ninguém ouve. Que julgas ninguém saber. Sim, ninguém do seu planeta.

E a solidão se prolonga assim  como a sede num deserto infindável.

Te escutei ao cair e ferir os joelhos; vinhas pensando na juventude eterna. Todos tropeçam nessa esperança infantil. Quando são crianças nem imaginam acabar ou ter um fio de cabelo branco.

Mas é incrível como o tempo de vocês é calculado.

De um lado uma conquista. Do outro uma fatalidade. E as suas leis não se atrevem a mudar.

Tenho assim um certo receio de me aproximar.

De entender como se passa essa lógica.

Comandar uma grande parte do universo exige que sejamos muito profundos mas essencialmente desapegados. 

Saltar nesses planetas extravagantes e tão magnéticos nos torna parte deles. E sinto, mas, não desejo aceitar sua natureza, assim completamente, como quem se entrega. Esses humanos matam sua gente em era cibernética. E massacram muitas por questões políticas que teve suas origens na Tirania dos clássicos. Vocês perderam os modelos de virtudes.

Vejo e sigo meu silencioso suspiro e quando respondeu a minha voz, quase, quase me tornei um de vós.

Aí escutei um coração humano.

Então entendi a lágrima.

Entendi o beijo. o cheiro. o gozo.

E nem sabia que no seu planeta, eu não era mudo.

A primeira nota foi um estouro. O som é tão parecido com a tempestade espacial. E isso que chamam de vento, isso é realmente, incrível!

Isso que chamam de chuva para mim é assustador.

Eu conheço o medo e o medo é a mesma coisa em qualquer canto do universo. Para´poder conter a nossa invenção! Elas reverberam como o eco nas montanhas. Elas vão pra tão longe que se perdem na imensidão. E lá, é sempre sugestivo. Nada que fique fora de nós mesmos. E como você, também ultrapassei os meus limites.

Sim, falei de mais. Contei muitas coisas misteriosas, e elas são sim um perigo nas mãos erradas. E remédio nas sinceras.

Falei de que estava sendo preparada pra algo maior.

E suas paixões estão apodrecendo dia após dia. Como a pele exposta á vida diária de quem anda e de quem trabalha.

Mas nunca de quem dorme.

Disse que estava falando por telepatia e que seu ouvido direito estava entupido. Aí te vi chorar por amor. E por arder na pele um desejo tão antigo. Isso faz de um humano um tolo. E se eu não fosse um Alien compassivo, aliviaria seu sofrimento naquele mesmo dia. Você ficou viva para me dar  esperança.

E isso também é algo que só pode ser invenção de vocês.

Nas alturas os sentimentos se espalham...mas são iguais nas sutilezas.

Se vai sentir alegria em saber que te acompanho desde 1999

quando me viu num bar.

Estava usando jeans e jaqueta colorida. Estava pegando na sua mão e você dizendo, sei que não és daqui. 

Estava perdido aquela noite. Mas alegre por ter caído fora do Texas. Os outros ainda ficaram tempos na Califórnia, porém eu me encontrei naquela rua escura perto daquele bar.

Sempre me pergunto por que não quis ver o resto do meu rosto?

Passei a noite  toda no seu teto.

Sobrevoando e querendo te arrastar daquele mundo.

Pensei que ia se atirar do oitavo andar pra descobrir a liberdade.

Pensei que faria igual aqueles sonhadores lúdicos que não suportam as batidas do seus corações. Mas você aguentou firme. 

Sim, me sentir próximo porque me sentia assim...estava num lugar estranho e denso. E sabia que existia tantos outros lugares pra descobrir.

Não demorou muito pra  estar longe dali.

Aí te seguir.

Te vi descer em muitos tipos de veículos.

e andando a pé ou correndo que é até melhor pra agente se comunicar.

Foi aí que eu te vi mais de perto. Quase toquei o seu corpo. O calor que dele emana me deixa suportar a sua vibração. São ondas magnéticas em forma de espiral. No seu corpo de matéria é igual. Seus corpos são luminosos e esboçam várias replicas de si mesma. O que pra nós é uma ciência da qual vocês ainda nem sonham em conquistar.

E não sabem ver sem seus olhos.

Você até consegue falar comigo de uma forma que é possível em 0,0 casos neste enorme planeta. 

Tem muita gente se comunicando com a gente.

Tem gente que decifra os códigos. Já outros preferem que seja de forma mais cientifica. Outros querem chegar por metafísica ou por algum tipo de transe, mas, contigo, foi orgânico, sincrônico. 

Falei e me ouviu. Até debateu e se calou.

Então quando estiver pronta, te mostrarei todo o meu rosto.

Por agora, só consigo te deixar a minha voz.

 A Voz da sua mais alta consciência.

            








     







sexta-feira, 21 de abril de 2023

Ainda sobre o amor




 Cada passo é menos da metade do caminho. E todo dia espero por uma novidade. 

Estamos apreensivos com o como a tecnologia avançou o milênio da mecânica e de como nós lançamos no espaço essa enorme conquista Homo Sapiens.

Mas de todas as novidades; gosto desta de olhos amendoados que está segura porque é eterna. Terá vontade de se permitir a rotina de se sentir acompanhada?

No mais, sozinha, ela se vira.

Posso me alegrar por ela ter visto grandes espetáculos ao amanhecer! Enquanto bebe seu café sem açúcar. Espreita o que eu digo tantas vezes, de tantas maneiras, de como é perfeito estar com ela.

Com o tempo o amor removeu toda a sua ilusão apaixonada. Há nele ainda uma razão despretensiosa, pois, todo o amante que se preza constrói sua fortaleza num tipo de doçura sincera. Há uma hierarquia de amores sinceros. Assim como, há outros amores despedaçados e corrompidos.

Sei que somos uma dança cósmica e temos a sintonia nas mãos.

Nossa carne sabe a nota de um desejo. E nosso espírito ama de olhos abertos.


Sylvia D'Sousa



sábado, 11 de março de 2023

No Limite




 O estresse mata. 

Pra estar inteiro é necessário bem  menos do que querer alcançar essa ansiosa vontade de se sentir completo. Uma pesca faria bem a tantos homens mas para mim a ânsia só aumentaria e eu procuraria uma caneta e uma folha de papel. Diluiria ali todo o mal do século.

Enquanto estivesse ensaiando esse carnavalesco final dos tempos ou quem sabe embriagando os sentidos. Nada mudaria e o mundo nem se lembraria disso. E é por isso que eu esqueço de publicar esses incríveis delírios.

Acendo vários cigarros pensando. Tais pensamentos são borboletas de variadas espécies. Elas vivem pouco. 

Pertenço a uma tribo longínqua que anda perdendo toda a sua história. Esses povos nativos levam consigo a mais importante peça desse planeta intrínseco. Magicamente assustador assim como também irresistível.

E ainda que soe poético todas estas palavras. É exato. Químico. Físico. Científico. 

Desempenho o melhor que posso e só as vezes deixo que algo aconteça por si mesma.

 Estarei então Pré-disposta e relacionar-me mal com quem quer que seja. Um enorme barulho que vem de dentro. Nos afunda numa ilusória tempestade. Trazendo à tona todos os primeiros desesperos. Enfrentando e sobrevivendo. Enfrentando e sobrevivendo.

Se  eu perder a minha identidade o mundo pode começar de novo?? Essa inescrupulosa ameaça do sistema perderia sua força?

Haveria alguma nova semente no maior dos desastres da história?? 

Somos esses velhos tempos de glória e fracasso. Entre uma guerra e outra pouco se aprende sobre o amor ao próximo.

Deve ter algo corroendo esse brilhante mistério!!

Tem algo muito maior nos deformando aos poucos. E tentando tirar o melhor que somos.

 Se pudéssemos enxergar além. Saberiam definitivamente que estávamos enganados sobre a nossa natureza.

Tudo isso seria revolucionário! 

Nada poderia afetar a nossa alma. 

Haveria uma conexão instantânea entre os seres humanos e a natureza. Tudo em uma harmoniosa forma de existir.

Mas são todos tolos!

Estão abrindo e fechando a boca nos celulares. 

E provavelmente hoje,

Cheguei no limite.

Daqui o sol é maior 😍





 





quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

A ÚLTIMA MENSAGEM

Talvez na nona esfera encontre a minha paz. Disse ele já pálido caído num canto da cama. Onde fica esse lugar ?? Perguntei. Não existe no mapa. É uma ilha perdida. Disse ele mergulhando seus olhos profundamente num espelho escuro.
Uma ilha perdida que existe ou existiu?? 
Uma ilha que nos chama para sua beleza rara e obscura. São como desejos que se enchem de ambição. Ao mesmo tempo que são doces e nos distrai por décadas. Certa vê adentrando a ilha ela nos impede de voltar. Sua densa atmosfera é magnética e letal. Se não mata enlouquece - se não se atrever a buscar por suas mais escuras entranhas, a luz do dia nunca virá.
E é sempre noite lá? Perguntei. Então ele abaixou a cabeça e começou a falar: É a noite intermitente da alma que se culpa. São todos os tipos de sentimentos mesquinhos que nos leva ao vazio e destrói qualquer sonho lúcido.
Quem te soprou estas coisas? Perguntei.
Meu alto espírito. E só percebi agora que morro. O ego é o último a morrer porque sofre até a última hora. A ilha perdida na nona esfera compõe sua essencial decoração de pedaços de grande personalidades que ao perder sua identidade se transformaram em estrelas.
Não posso querer conhecer este lugar! Falei.
Por quê? Perguntou ele. Ora não tenho estrutura para desbravar um lugar tão desconhecido assim!
Mas se não for em vida. Será na morte. E quando tarde- o dia não virá -e quando noite terá que se conformar em não mais existir.
Isso é terrível falei atormentada.
Não! Disse ele: Isso é libertador! Olhar para as sombras requer coragem e determinação. Há outros paraísos depois da nossa conveniente felicidade. 
São camadas por camadas para serem removidas até que encontremos em lugar claro e seguro- Onde a ininterrupta viagem medonha nos transforme em algo novo.
Então assim que terminou estas palavras - Se virou para o lado; e parou de respirar.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Estória De Escritores


 


 Por Sylvia D' Sousa

 


 
          Há um poeta fantasma que fala na nossa mente entorpecido de lirismo. 
Há dois poetas que pelo tempo gasto com drogas e festas se contraem com algum tipo de letargia. E há outro que não se nomeia e que por 60 anos levou presentes para a tumba do seu mestre.
Desde a lamparina no quarto até a sombra das mangueiras do quintal alheio uma pessoa descreve a chuva, o vento, a safra e até mesmo quando as folhas caem e pode sorrir e chorar com isso.
Sofredor é o melancólico que amou tão profundamente chegando aonde o sol não entra. E como todo sofredor seu final foi trágico e mitológico. Mas ainda posso reler as matérias dos jornais da época.
Teve gente que se escandalizou com  Tostói russo machista. E não souberam do sadismo de James Joyce. Ou não souberam que Agatha Cristie não desenhava as letras. E também devo lembrar a quem se esqueceu  de que tanto Hamingway quanto Sylvia Plath herdaram da família uma herança suicidla.
 Eu escrevo sentada em minha escrivaninha e se não a encontro e se estou num hotel. Escrevo como posso pra não ter mania de Victor Hugo que só escrevia em pé apoiado em uma mesa e era assim também Virginia Woolf. Uso tintas pretas e azuis. Pablo Neruda preferia verde.
         Já escrevi belas estórias de heróis e poetas malditos. Quis a todo custo me destacar de alguma forma até mais que o segundo personagem e nem de longe poderia receber a gloria de  Malba Tahan que morreu no deserto lutando por sua tribo.
        E ainda se for falar dos homosexuais. Oscar Wilde também amou uma mulher. E nem todos foram poetas. Houveram compositores que se tornaram escritores. Sydney Sheldon começou numa banda.
       
      

 

         Há aqueles que não se apegam ao antigo. Que cortejam a modernidade. Que tem a mente visionária a ponto de decolar tão cedo com tanta beleza. E trazem na forma e na fala uma linguagem libertária. Com fervor aos 17 anos a vida é sangue e tinta no papel. A vida fluí num tempo que não o encaixa e o esmaga entre o verbo e a sinergia dos sentidos. 
Era assim Arthur Rimbaud. Esse rosto jovem e marcante. Amo com sua juventude eterna e sua poesia livre.
        Todo dia ao acordar repenso um poema. E não o faço pela graça das métricas. Muitas se desbotam antes que alguém leia. E também muitas vezes a gente muda de ideia. 
 É que não dá pra correr com o tempo. Silenciosamente ele se desfaz. Toda noite sei e sinto a minha própria solidão e como lidar com isso sem fumar um cigarro?! O céu depende de uma nota ou uma frase porque então ele não existe. O vento precisa soprar e a terra precisa também que você pense e que você esqueça. Ou que interprete uma obra prima.
        
        O isolamento do escritor é uma tradição. Uma lenda e uma verdade.
O café. A cocaína. O haxixe. A maconha e o tabaco se mesclam com a alma daquele que cria.
E não é de agora. Será que poderão lembrar de Charles Baudelaire? O poema do Haxixe não deixa de ser uma viagem muito próxima da nossa realidade. Embora eu não pretenda ser Deus. 
       
        Daquela que dominava meu idioma e que mais perto esteve das minhas inspirações quero aprender e gravar na memória seu rosto e suas obras. Mas quero lembrar do pouco que  a vi falar quando no final de suas inspirações sentiu o vazio da vida que já não se expressava mais como antes. Da vontade de ligar o gás da cozinha e botar a cabeça no forno. 
 A loucura de Clarice Lispector é brilhante ! Fiquei mais a vontade com seus livros do que com a minha nudez. É que no final a  gente interpreta e se liberta.

         E por falar em liberdade. Reconheci na pele de uma escritora que buscamos o movimento nas palavras. A MELODIA das estórias nos dá a chance de  achar na sua  essência uma criação pessoal na construção de um personagem. Que aos poucos terá vida própria.
       Mas não devo terminar assim este texto. Deles todos serei a menos implacável. Por sorte ou azar tenho contato com as ciências arcanas.
       Minhas estórias foram as menos preciosas neste mar de informação e construções de personagens narcisistas. Notei nas plataformas que há uma febre por estórias e personagens híbridos e ainda estão em alta aqueles velhos vampiros em trajes mais sofisticados é claro. 
     As séries de amor são as mais idiotas ao meu ver. Porque trás uma conotação sexual muito clichê. 
E enquanto eu procuro por um livro raro, o preço por um usado me assusta!  E maior que o preço é a quantidade de livro disponível: Apenas dois em todo o planeta. 
    Encontraria em outras edições certos magos cabalísticos muito mais equipados salvos do século XIX. Pagando menos da metade. O estilo do novo Drácula por exemplo faria Bram Stocker revirar os ossos na tumba. 
    E devo me lembrar dos filmes que dão importância aos escritores seletos. Mas se esqueceram de garimpar novos talentos. 
     As Editoras que invadiram a nossa praia com traduções de obras estrangeiras. Das estantes lotadas de obras MADE USA. E quase nada dos blogs daqui. Tem muita gente boa que escreve ficção. Mas que de repente tá perdido entre um nicho e outro. Ou tá fumando um baseado na praia.

   Vamos construir uma mundo novo em cima de todo esses escombros. Estou mesmo preparada para me libertar de Sócrates, Platão! Sou de uma academia undergroud e somos perseguidos pela lei.
      Podemos arrastar uma multidão com alguma novidade. Podemos cega-las com bobagens.
Esse reformatório psicodélico que alguns chamam de misticismo nas literaturas jovens é na verdade um apelo ás novas drogas e dessas novidades o inferno tá cheio.
       Em tom sublime é vendida a literatura. 
      Edgar Allan Poe morreu pobre. Jack Kerouac também. Oscar Wild gastou tudo o que tinha. Um escritor não é um Pop Star. Ele deseja ser uma estrela que brilha por conta própria.