2014 foi um ano mais solitário da minha vida. Um ano de muitas decepções, desordem mental, dificuldades financeiras e relacionamentos destruídos.
Bem difícil aspirar o bom e o belo nesse momento. Ainda mais quando se decide enveradar-se pelos mais diversos conhecimentos. Querer explorar o mais inacessível universo a fim de buscar verdades que sua alma almeja. Este é sem dúvida um exercício muito íntimo e solitário.
Portanto, não devo me prolongar nas comédias da vida privada. De certa forma estaria presa a uma novela repetitiva como a Roda De Sansara: O fluxo da existência condicionada que nos torna limitados em nossa racionalidade. Limitados em nossa criatividade -dentro de um corpo- uma aventura intensa e passageira. Que certamente se dará por puericia nossas mais originais aspirações.
Esse deve ser o motivo de não poder ascender do grau de Adeptus menor para Adeptus maior com menos de 40 anos de idade. Mesmo que se conheça os mais requintados filósofos modernos; nenhum deles terá a aparência de um jovem ou de uma princesa presa nas masmorras do seu castelo
Eles possuem rostos mais expressivos; cheios de sinceridade. Quando eram poetas; esse rosto jovem e apaixonado era apenas uma casca que tão breve passa e desgasta.
Nós precisamos crescer para refletir a sabedoria eterna.
Abandonar nossas suposições e perspectivas terrenas. A verdadeira jornada é interior. Por isso precisamos quebrar certos padrões para poder encontrar algo muito maior. Buscar com perseverança ensinamentos que afirmam a continuidade entre espírito e matéria. E com o tempo podemos definir melhor amor, amizade, companheirismo, sofrimento, solidão, arrependimento, abandono, traição, amor não correspondido, sendo este o mais tolo dos anjos que caem.
Sua verdade tem uma mistura de sensualidade e suas traquinagens são sempre extremas e fatalistas. Se pode brincar com o que é sério. Então por isso se tornar um adepto maior exige uma certa maturidade e alguns cabelos brancos.
É difícil dizer adeus ao amor jovens. A juventude que aspira a felicidade na liberdade. Ele certamente se sentirá muito a vontade com a falta de compromisso.
Temos que saber que a vida mundana não perdoa a nossa felicidade. Ela não aposta em nada. Passa um dia após outro e tudo vai ficando obsoleto como artefatos em exposição no museu. Ali estará a máquina de escrever, o rádio de pilha, a fita K7, o disco de vinil, o gravador de voz, o primeiro computador, o primeiro celular, o primeiro tablet, até chegar o dia em que vc se dá conta que a juventude já se foi.
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