sábado, 24 de maio de 2025

As Cartas


                                As cartas


 A  minha primeira  carta de amor era cheia de redundâncias. Um abismo e um eco repetido como se estivesse com minha alma suspensa no inferno.

A idade confirmava o fervor e a exaltação das palavras que engrandecia o momento. E sem saber ser sincera comigo me convenci de que tudo estava ok, pois, as horas existem e o sono vem.

Passaram-se um anos as mesmas cartas nunca enviadas guardadas como um segredo começaram a me acusar. Elas me diziam quão carente eu estava e que me esquecia fácil da ingratidão alheia. Assim todo mundo me via como uma pessoa frágil e eu me escondia até mesmo numa folhagem.

Mas me lembro quando tudo mudou. Ao ignorar aquelas palavras, ensaiadas de ego e puericias percebi uma originalidade considerável e então jamais as descartei. Era a assinatura de uma sombra. A criação tomando corpo e o destino tomando forma.

Me é nato absorver a energia de um ambiente assim também com muita facilidade ver a energia de uma pessoa e sei que ela brilha ou ofusca. Assim vejo e assim é.

Quando ela brilha seu fascínio floresce a própria alma e isso muito me dá vida. Me abasteço deste momento e de toda a sua beleza. E por dias e horas isso me adoça a boca e o espírito.

Foram poucas pessoas e almas que me fizeram viver isso. Umas continuaram outras se foram. 

Como uma pessoa que cria e que tem o dom e o talento para a escrita. Dentro de mim vive uma miscelânea de personagens. A maioria é criada pela observação de outros ou situações menos que uma ficção. Porque a ficção ela pede para ser mais elaborada e de arte ela passa a ser algum tipo de registo da história que não pode ser esquecido e deve ter sido por isso que eu nasci.

Então pessoas como eu amam profundamente. Em sua fidelidade são implacáveis e são aquelas que apertam a sua mão enquanto se morre.

Não há vulgaridades nos seus sentimentos. Não há egoísmo na sua entrega. Ela é algum tipo de rocha onde vc se sente seguro quando assola a tempestade. Vem com as estrelas na palma das mãos , o mistério da cura e o desejo de se entregar.

Mas existem pessoas que não conhecem isso. Ou porque experimentaram muito cedo o desprezo ou porque criaram cascas muito resistentes. Porém na vida elas elegem um protetor escudo para que possa extravasar.

E elas podem amar sim . Elas amam. 

Tem uma alma que escondem por serem feridas muitas vezes. Também ferem com facilidade. Abraçam e depois lhe esbofeteiam. Nos primórdios da história sem nenhuma brutalidade éramos animais de ciclos.

Hoje se ignoram os ciclos e até esquecemos que as mulheres sangram.

Tentei novos versos com mais idade e o meu desejo sublimou todas as minhas buscas intimas e também deixou expostos todos os meus traumas.

O trauma da rejeição, a cultura que me afogava, da vida que me parecia barata e da minha sede de conhecer um mundo vasto de aventuras. Uma vida que eu queria viver enquanto estivesse respirando.

Eu sei de todas vezes que eu me perdi pelo caminho. E foram com essas escolhas que consegui compor enredos. Apreciar o silêncio a sensibilidade das pessoas. Saber sentir o vento, admirar os astros, contar estórias bonitas, agradecer o dia.

Eu não me lembro em que parte da minha estória decidi não me importar com idades. Eu era jovem com a alma velha. Sunshine e o blues eram musicas muito antigas para minha idade. Eu ia ver as bandas tocarem na feira. Meus amigos todos sonhavam com fama e dinheiro. Já se falava pouco de poesia. Sou as que ainda resistiram as mudanças radicais. Eu confiava num futuro de liberdade mas nunca pensei que aos 46 anos ainda fosse tão difícil ser autêntico.

As pessoas nos tacham como se estivéssemos pedindo plateia. 

Aplausos falsos porque somos narcisistas.

Sei que a poesia não se escreve sozinha. 

Tem sempre alguém que em algum momento vai brindar contigo. E vai te encher de inspiração.

Na última carta que escrevi eu vi minhas lágrimas lá. Vi que eu havia escrito uma obra solitária mas que era minha. Um reflexo de mim de muitas facetas que eu nunca percebi por não aceitar as minhas sombras. 

Quando se fala de sombra os ignorantes correm para a psicopatia onde pensam que suportam sempre a sua luz e que elas nunca apagam. Apontam ou te insultam para que você busque a sua salvação num hospital psiquiátrico. O mundo fica tão pesado que você escolhe fugir ao invés de enfrentar.

Sua dedicação, seu investimento, seu interesse, sua alegria, sua tristeza, seus mimos, seus planos-Foi tudo uma fixação. Não despertamos vendavais porque eles arrastam muito mais do que pensamos.

Tentei outra carta e percebi que a o cansaço havia me tomado. Conheci em mim uma fraqueza alimentada por todas as coisas que eu não queria mais. Mas elas insistiram e levaram de mim um grandioso tempo. E que eu só vou viver nas minhas lembranças , pois, a minha única saída é inventar um futuro que não esbarre nunca mais no passado.

Embora eu Tenha forças suficientes para mudar a minha estória ; não tenho a arrogância de achar que tudo isso dependerá só de mim. Nem o diabo foi expulso sozinho do céu.

O inquisidor corrompe a verdade do outro porque não o vê. E todos os que invejam o brilho alheio é porque não conhece o seu. Quando chegam pessoas para mostra-los eles condenam estas pessoas nas fogueiras dos seus preconceitos.

Contudo ainda tentei compor um verso. Porque sou romântica mas não sou burra.

Em um mundo em que os homens estão matando as mulheres e as mulheres estão esmagando a alma dos homens; uma nova espécie nasceu e ninguém se pergunta por quê? Se afogam em polêmicas! Mas no fundo não sabem perdoar esta catástrofe!  E levará mais de um século até que se entenda porque isso tudo aconteceu.

Esta é a forma agressiva de querer ser aceito.

 Uma imposição de uma utopia que era amena e se tornou amarga.

A guerra dos sexos.

Mas eu não tenho nada a ver com isso. E passei a amar as mulheres de forma  diferente porque percebi que hoje em dia A MULHER É RARA.

Todos os meus passos dados para ajudar uma mulher se transformou numa coisa ruim.

Mas todo o controle sobre elas partindo dos maridos. Ainda é uma coisa boa.

Assim a última que amei e protegi. 

Me entregou ao mesmo lobo da qual estava tentando escapar.

Mas esse é o lado sombrio de uma mulher. Quando ela te apaga porque conhece o seu coração. E por achar fraqueza se entrega ao sentimento mais ordinário que encontra. A fim de continuar buscando os mesmos desprezos de sua infância. O mesmo controle da vida toda e nunca, nunca se permitir ser adorada ou liberta.

Os fracos nunca exploram o desconhecido.

Eles almejam a segurança do seu cotidiano. E nesta hora a minha condição è de alguém que implora por compreensão. Mas isso nunca funciona. Porque até o orgulho ferido tem um esconderijo. E é a nota de todo covarde justificar a sua distância por causa dos seus erros. Mesmo sabendo que você esta acima deles.

Tornar alguém a minha propriedade nunca foi o meu talento. A minha grande obra não será traída pela a minha fraqueza. Tenho fraquezas comuns que não as quero porque estou envelhecendo e essa adrenalina toda pode me matar antes dos 60. O Tantra me levou ás origens da minha liberdade feminina e até agora poucas mulheres, mesmo as de maior idade não sabem viver esta experiência. Então é fatalmente estéril essa acusação sobre a minha falha. Posso falhar no meu temperamento mas sou devota a liberdade feminina. Quem dera que toda mulher tivesse acesso a esse conhecimento, jamais trairiam umas as outras. Jamais deixariam ser dominadas . Teriam a posse de todas as suas escolhas.

Mas quem sabe está em minhas mãos o primeiro impulso para a grande mudança. E eu não vou relatar em minhas canalizações apenas a vítima mulher. Mas principalmente o conhecimento da sua natureza e a sua capacidade de criar cultura. A posse do seu corpo e a consciência de que ela foi moldada como uma máquina do prazer masculino. Só o Tantra liberta a mulher e faz dela dona da sua natureza.

Sylvia D' Sousa 

Andaraí Bahia Brasil







quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Adeptus


2014 foi um ano mais solitário da minha vida. Um ano de muitas decepções, desordem mental, dificuldades financeiras e relacionamentos destruídos.
Bem difícil aspirar o bom e o belo nesse momento. Ainda mais quando se decide enveradar-se pelos mais diversos conhecimentos. Querer explorar o mais inacessível universo a fim de buscar verdades que sua alma almeja. Este é sem dúvida um exercício muito íntimo e solitário.
Portanto, não devo me prolongar nas comédias da vida privada. De certa forma estaria presa a uma novela repetitiva como a Roda De Sansara: O fluxo da existência condicionada que nos torna limitados em nossa racionalidade. Limitados em nossa criatividade -dentro de um corpo- uma aventura intensa e passageira. Que certamente se dará por puericia nossas mais originais aspirações.
Esse deve ser o motivo de não poder ascender do grau de Adeptus menor para Adeptus maior com menos de 40 anos de idade. Mesmo que se conheça os mais requintados filósofos modernos; nenhum deles terá a aparência de um jovem ou de uma princesa presa nas masmorras do seu castelo 
Eles possuem rostos mais expressivos; cheios de sinceridade. Quando eram poetas; esse rosto jovem e apaixonado era apenas uma casca que tão breve passa e desgasta.
Nós precisamos crescer para refletir a sabedoria eterna.
Abandonar nossas suposições e perspectivas terrenas. A verdadeira jornada é interior. Por isso precisamos quebrar certos padrões para poder encontrar algo muito maior. Buscar com perseverança ensinamentos que afirmam a continuidade entre espírito e matéria. E com o tempo podemos definir melhor amor, amizade, companheirismo, sofrimento, solidão, arrependimento, abandono, traição, amor não correspondido, sendo este o mais tolo dos anjos que caem.
Sua verdade tem uma mistura de sensualidade e suas traquinagens são sempre extremas e fatalistas. Se pode brincar com o que é sério. Então por isso se tornar um adepto maior exige uma certa maturidade e alguns cabelos brancos.
É difícil dizer adeus ao amor jovens. A juventude que aspira a felicidade na liberdade. Ele certamente se sentirá muito a vontade com a falta de compromisso. 
Temos que saber que a vida mundana não perdoa a nossa felicidade. Ela não aposta em nada. Passa um dia após outro e tudo vai ficando obsoleto como artefatos em exposição no museu. Ali estará a máquina de escrever, o rádio de pilha, a fita K7, o disco de vinil, o gravador de voz, o primeiro computador, o primeiro celular, o primeiro tablet, até chegar o dia em que vc se dá conta que a juventude já se foi.

domingo, 23 de junho de 2024

Diluição

 



Não sou como gostaria de ser.

Mas amo o meu corpo.

Talvez eu o embriague muito. Talvez eu o force a sentir náuseas, dores no peito, pensamentos suicidas.

Sim foi por isso que ontem decidi me atirar de uma ponte. 

Mesmo sabendo que esta é uma morte tão clichê. Não teria mais sangue pra escutar as críticas. E certamente poucas pessoas dariam falta do meu sumiço.

Não contribuir muito para as simpatias. Isso desde pequena. Sem fazer cara feia. Era só pelo fato de não conseguir sustentar o olhar por pura timidez.

Também não dominava a sensualidade que era nata e as pessoas pensavam que era voluptuosa e volátil.

Na verdade teria sido muito sincera se tivesse mais chance de dominar a natureza fatídica e desproporcional para uma boa moça.

Isso pode agredir a aristocracia.

Que fala em vestes de gala 

E contam mentiras com classe.

Criar meu universo foi uma grande saída que durou até entender que mundos se chocam. Por ser casual. Por ser caótico. Por ser relativo. Por ser gigante. Invisível ou  pequeno. 

Tudo isso acaba quando alguém te vê.

Você espera ser alcançado. Compreendido e amado. 

Então a gente cresce e começa a saltar de um extremo ao outro.

Talvez com vontade de fugir dessa nossa parte que é uma sombra inquietante.

Se transforma em coisa que não queremos.

Sem que possamos arrancar!




terça-feira, 12 de dezembro de 2023

O Conto nas Escolas Públicas

 


                          

  
Essa estória fez a cabeça dos alunos das escolas públicas no Estado do Pará e Bahia. Sua ambientação  se mescla: uma parte da trama começa no trópico de capricórnio pelas ribeirinhas marajoaras e a outra parte se passa num povoado das montanhas na Bahia;  tombado pelo patrimônio històrico mundial há alguns anos por ser rico em exuberância natural; guarda tambem a história do Garimpo no Brasil, entre outras. O conto tornou-se uma leitura muito apreciada por se tratar de uma história curta. E na medida que novas idéias vão surgindo, o Brasil vem se adaptando ao Short-Story (como se usa no termo inglês) para se referir aos contos modernos de vários estilos.
Essa estória representa a função das multíplas tendências do conto. Embora tenha sido escrito para haver uma continuação devido ao número muito pequeno de página para um livro, tudo mudou quando um grupo de professores da rede pública de um lugar muito carente em seus recursos econômicos, básicos e de moradia; começaram por idealizar uma forma de melhorar o ensino nesses lugares difíceis  e muitas vezes esquecidos pelo nosso governo. 
A linguagen assecível deste conto conquistou um número grande de leitores; onde ele se identificou com a história, despertando mais interesse pela leitura.  
O fato de nossos métodos de ensino não ter evoluído nas ultimas décadas; é triste dizer que o Brasil não produziu nada original à décadas. Na década de 90 os livros e autores brasileiros despareceram. Foi a invasão da América com suas traduções, entre outros países vizinho da América Latina.
Com a ressureição do conto como meta de ensino e produção literária sem dúvida algo novo e promissor pode nascer. Pois a educação nas redes de ensino público caíu muito nas ultimas duas décadas. Pra não falar das dificuldades de formar educadores que realmente se importam e levam a sério a Educação como um todo.
O conto foi eleito como a melhor estratégia em se tratando de incentivo a leitura e produção literária brasileira. E avança para a prática este ano de 2024.
Muitos autores não conhecidos terão a chance de públicar seus livros, em especial O Conto. Sem esquecer que estaremos nos direcionando para um público da era digital, dos gaimer sofisticados, das redes sociais, da mais alta I. A mediatíca. Portanto, depois dos clássicos, a liberdade e a forma encontrados amplos no conto moderno, como Estação 0.1 será a grande saída para resolução de um granade e grave problema na nossa Sociedade: a carência de leitores, a carência de autores e o desconhecimento da nossa lingua Portuguesa.
A  Amazon e outras plataformas deu oportunidade para novos autores, amadores e maduros profissionais. Fez uma revolução no quesito publicações independentes; mesmo que a plataforma ganhe 70% em cima do seu original. Todo iniciante que ter sua obra publicada.
O script do projeto está sendo feito por uma equipe de professoeres de vários estados Brasileiros que querem dá a sua colaboração para que o conto nas salas de aula volte com toda força.


     A autora de Estação 0.1 Sylvia D'Sousa disse que no livro também faz uma crítica ás negligencias feita aos moradores da periferia. Exalta a conscientização dos nossos recursos naturais e incere um novo folclore na nossa ambientação social. O imaginário cria forma de naves e seres espaciais. O personagem vive a grande aventura de seus poderes clarividentes. E na fantasia encontramos elementos super importantes para a construção da autocrítica.
     Por ser uma estória curta acaba satisfazendo muito o leitor que começa a criar gosto pela leitura.
A produção física do livro contou com alguns apoiadores idealistas que trabalham duro para manter a essência do livro. Eles investem tempo e estudo para que tudo o que envolva a cultura literária e a criatividade do nosso imaginário possa ter fluência  e chegar aos mais excluídos da Sociedade.


    A autora disse também que foi aluna da rede pública e que no início da década de 90 seus autores eram todos estrangeiros. O primeiro livro americano que ela leu foi on the Road de Jack Keruac e em seguida Sidarta de Hermann Hesse já naquele tempo só quem amava literatura nas salas de aula queria muito escrever um conto. E dos seus contistas preferidos se destacavam, Machado de Assis, Manoel Bandeira, Clarice Lispector e o memorável Monteiro lobato. Ela também conta que no estado do Pará na famosa Feliz Lusitânia (nome do povoado colonial português) em 1616 serviu de inspiração para muitos contintas regionais. O conto fez toda a diferença na sua criação literária. Elevando o folclore brasileiro ao mais alta escala de apredizagem e integração da cultura diversa do Brasil.
  

                   


O imaginário Brasileiro propiciado pela Literatura é sem dúvida uma verdadeira aprendizagem sobre a nossa cultura. hoje tão mesclada e desassociada por conta do lixo Cultural publicados para as massas. 
 Saber é importante para começar a Ser. Os valores humanos e os valores de uma sociedade desgovernada trás o Caos para todas as classes sociais. E o Exclusivismo intelectual é um assassino da nossa história. Saber quem somos enriquece a nossa qualidade como pessoas e transforma cidadãos em menos alienados.


Por: Claudio Brito (Jornalista e Crítico Literário)



segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Projeto Literário O Conto

                PROJETO LITERÁRIO 

             O CONTO NAS ESCOLAS 

         Um conto é uma narrativa que cria um universo de seres, da fantasia ou acontecimentos. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um narrador personagem, ponto de vista e um enredo.


   Segundo Eça de Queiroz " No conto tudo precisa ser apontado num risco leve e sóbrio: as figuras deve-se ver apenas a linha flagrante e definidora que revela e fixa uma personalidade; dos sentimentos apenas o que caiba num olhar; ou numa dessas palavras que escapa dos lábios e traz todo o ser; da paisagem somente as longes, numa cor unida.

 Os contos podem ser divididos em diferentes generos e estilos, como conto de fadas, o conto de terror, o conto policial, o conto de amor, contos realistas, contos fantásticos que exploram elementos sobrenaturais e mágicos.

A origem do conto remonta as tradições orais de diversas culturas ao redor mundo, como as fábulas gregas, as histórias populares da ìndia e do Oriente Médio.

No século XVII o conto começa a ser registrado por escrito, com autores como Perraut e os irmãos Grimm popularizando o gênero.

O conto literário apresenta "recursos criativos" que possuem uma finalidade: A ordem estética.

Na primeira metade do século XIX o Escritor Edgar Alan poe estabeleceu algumas regras para se escrever o conto literário, segundo ele, a narrativa deve ser breve, ter coerência e uma tensão que se resolva no seu desfecho.

O conto também evoluiu para outra forma de mídia, como filmes e programas de televisão, com adaptações modernas de clássicos como Alice no País da Maravilhas.

A inspiração para criar um conto pode surgir de diferentes lugares. Pode ser a partir de uma experiência pessoal, uma ambientação social , uma observação do mundo ao nosso redor, de um sonho, ou ate estória que existiram. 

Para criar um bom conto é preciso levar em consideração alguns elementos essenciais: 

- a contrução dos personagens

- a criação de diálogos

- a descrição de cenário e escolha das palavras certas para transmitir as emoções  e os sentimentos dos personagens.

- a estrutura narrativa.

As adaptações trazem novas interpretações e visões sobre a história, enriquecendo ainda mais o universo dos contos.

Das multiplas tendências do conto: "A Liberdade e a Forma " torna o conto a melhor estratégia em gerar uma interatividade com mais sucesso, no Método de ensino nas escola Brasileiras.

O conto retorna para incentivar a leitura e a criação literária. 

Sendo um dos gêneros mais curtos que uma novela ou um romance, o conto dá início a construção de uma base para os alunos. Além de trazer em sua dinâmica a capacitação do educador de Literatura  para ensinar literatura nas escolas.

O projeto é amplo, conciso e flexível. Insere o Conto em foco durante o ano todo; seguindo um cronograma que segue o calendário anual das datas comemorativas de tudo que envolva o livro, o escritor, entre outras datas comemorativas em relação as produções literárias o ano todo.

Nos novo programa de educação do Governo o conto deve entrar pra valer. Sendo disponibilizados, a confecção de livros de contos de autores brasileiros e estrangeiros. Para dar a partida ao começo de uma restauração da literatura nas escolas públicas. 

Este programa tem o compromisso sério com a formação de futuros leitores , futuros autores e educadores que formarão estes alunos. Sem contar, que é um investimento primordial para ascensão da criação literária brasileira, que à muito tempo vem deixando a desejar.

No calendário que ficará disponível aos alunos durante todo ano facilitará os testes e as dinâmicas entre aluno e professor. Durante o ano todo cada comemoração no calendário vai trazer uma forma lúdica de  aprender a criar um conto. 

Estas dinâmicas terão frutos e estes frutos serão analisados, recebendo pontos que ao final do ano letivo elegerá os melhores contos, de qualquer gênero e serão publicados em um livro de contos, dos alunos de cada escola pública, de qualquer bairro, Cidade ou Estado.

Os recursos que o Governo atual disponibilizará serão transformados em resultados satisfatórios na  Educação como um todo. E marcará um início importantíssimo na formação dos estudantes da rede pública deste ano em diante. 

O conto como forma de transmitir valores culturais e também como forma de despertar o imaginário brasileiro; viabiliza o conhecimento mais profundo das nossas raízes;  redirecionando à sua identidade, e identificação  com o terreno social do autor.

Nessa caminhada em direção ao mais sério desempenho de uma política que abraça a causa do livro, do leitor e da formação intelectual do cidadão brasileiro, em qualquer lugar. Ousemos criar projetos que fortaleça essa corrente de pensamento, conhecimento e modelo de educação. Pois só assim vamos ter realmente conseguido através de uma meta e de um conceito avançar no nosso modelo de Educação.

Quem quiser enviar sugestões e dinâmicas interativas, contos inéditos, etc. Enviar para o e-mail: 

cherie.diasdesousa@gmail.com

Fortalecerá muito a criação deste projeto

Obrigada!


Sylvia D'Sousa

Professora , Autora e Gestora Educacional.

  







segunda-feira, 19 de junho de 2023

Narrativa.com Entrevista


        Nova Entrevista com                           Sylvia D'Sousa

       Falando sobre: Produção literária, produção independente, e-books, vídeo books, plataforma digital e muito mais. 

  Estamos buscando a forma, a resposta e a reviravolta.

Fale sobre a produção independente na era digital?

Sobre a produção literária na nossa era digital? Que pergunta complexa! Uma vez que se abriram os leques para os autores independentes que certamente serão esmagados pela a propaganda. Esse criador que não sabe vender seus sonhos. Esse autor ingênuo que vai cair no golpe de algumas plataformas do tem de tudo. Esse talento desperdiçado no meios de produtos de uso doméstico. Essa é a ponte podre para a glória.

Não senti otimismo na sua resposta por quê??

Muita coisa boa que não tem marketing. Muito marketing pra muito lixo.
Golpes a cada segundo. Um número grande de novos talentos, uma enorme massa de bobagens.

Autores independentes estão mais seguros com a sua produção ou apenas empolgados com os truques de marketing??

Um leva a outro. Na minha experiência. Seja em leitores ou em qualquer truque digital. Agora mesmo me pergunto porque persisto no Bloguer? E também diminuiu muito aquele calor artístico compartilhado. Não se preocupam mas em comentar coisas positivas que agrade. Ou é a crítica ou a polêmica. Isso é muito desestimulante.

Quando começa a fazer a diferença numa plataforma o autor recebe pontos significativos pra emplacar a venda?

Sim. É fato que ele consiga vender mais do que o esperado. Assim ele pode fazer "assim e assado" e logo perder o domínio da sua criação a cada contrato. Tem que ficar atento sobre que organização vai promover o seu conteúdo. 
E mais ainda, qual o seu público alvo. Qual será o lucro é com eles. COMO você SERA VISTO é com você.
Me preocupo mais em criar do que em vender. E se fosse viver disso teria que encarar muitos desafios e a maioria deles sem a menor recompensa. Por isso o autor deveria apenas se preocupar em criar e não em vender.

Você contrataria um agente literário para te ajudar?

É esse o caminho. Não importa que você entenda de vendas. Quem vai entender do seu Livro é o agente. E tem muitos empresários que poderiam investir. Então isso é com o agente. Encontrar a editora adequada para o seu assunto é trabalho deste agente. Tradução, adaptação, divulgação, é serviço para um super agente literário. Aqui no Brasil o ícone de agenciamento literário se chama Luciana Vilas Boas e agência VBM & Moss.

O que você acha do vídeo book?
Útil. Importante. Uma grande ideia!

Prefere ouvir um livro ou prefere lê um livro?

Se ainda posso, prefiro lê. Se não pudesse, ouviria.

Qual é o título do seu novo livro? E quê assunto aborda?

O nome do meu novo livro se Chama SALÃO CERIMONIAL e aborda assuntos elevados da alma. Uma narrativa sobre uma experiência pessoal com ocultismo. 

Tem público para sua leitura ou é um assunto que exige mais intelecto??

Por incrível que pareça tem sim um grande público! Sobre ingressar nesse caminho é uma escolha particular. Sendo que toda a busca espiritual, toda a transcendência  é pessoal mesmo.
A filosofia dos mistérios requer um maior esforço da mente, são simbologias, números, oráculos. Mas a medida que uma leitura não esmague demais seu cérebro acaba por te fazer bem. 
Sou de uma geração que adora o cheiro dos livros. Mas sei que nem toda informação vem materializada. Hoje os e-books fazem a festa da galera. Isso é um fenômeno grandioso!

Sobre a poesia o quê tem a dizer?

A poesia é o motor da minha existência com meus sentidos aprimorados. Sinto que jamais se acaba. Sei que já superou vários pensamentos, várias mudanças de paradigmas no mundo e também com a evolução da nossa consciência a poesia é um vínculo profundo com o universo.


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Por: Claudio Barros (Jornalista).


Sylvia D'Sousa é autor de De Volta à Occitânia, Estação 0.1 e Salão Cerimonial


Estação 0.1 esta disponível na Amazon e pretende ser uma série. É o livro mais lido da autora até agora. Compreendendo um público juvenil. Recentemente a autora produziu alguns capítulos novos da série o que carece de uma nova divulgação da trama e a pedidos querem encontrar os livros em outras plataformas.


De volta à Occitânia foi seu primeiro trabalho e também espera uma reedição com mais seriedade. Tem uma narração envolvente e pitoresca. Nos leva ao passado com muitos detalhes ricos. A autora afirma que muitos dias e noites enquanto escrevia a trama se sentiu fazendo parte dessa estória pra lá de verídica.


Salão Cerimonial é seu trabalho mais conciso e maduro segundo a autora. 
Muito em breve vamos poder nos deliciar com esta leitura de enorme bom gosto e erudição.


 
Fim





















                             
                             








  

terça-feira, 30 de maio de 2023

O despertar do dia seguinte





 Não amo como um jovem que se apaixona pela sua ideia. Eu sei que há um rosto, um corpo e uma alma que não é a minha. E por efeito de atração todo o universo foi criado.

Assim que acordo de uma linda ilusão perfeita percebo que era a minha forma de ver uma coisa. 

Com o tempo se passando foram horas de agonia. Porque vejo morrer em mim a esperança. 

Daí eu me deixei sangrar o coração sem entender que no mais profundo de mim tudo ainda seria uma novidade.

E queria a todo custo não ceder aos meu caprichos! Eles que me deram toda a percepção do externo. E me fizeram labutar por nada. E me fizeram dançar na chuva.

Sobretudo veio a maturidade. E nem sempre chega na hora certa de dizer ou superar um adeus.

Por fim me sobra estes momentos mágicos de contemplar a imensidão do céu. E seria mesmo esta hora única reservada ao fumo. Se ao menos pudesse alcançar esse brilho eterno. Se não deixasse meus pensamentos assombrar toda a estrada de volta. Então, que não me resta nada, a não ser continuar. E novamente sem pensar acendo meu cigarro.

Dessa vez só. 

E só sempre que o dia clarear. Meu espírito a de se libertar destas doçuras infantis.

Pra engenhar uma coisa nova. Seja ela, uma ideia, um romance, uma grande descoberta.

Esse abraço inteiro que agora é dividido. Isso me torna prudente. Agora consigo olhar de perto todos os meus exageros.

Mas não seria exagero te-la por dois dias na semana se esses dois dias significasse alguma coisa.

Nosso cotidiano enfrenta esse duelo. Enquanto o tempo passa fatal na sua causa.

Tenho visto como você encara uma simples coisa. Como tem ficado irritada! Mas como não consigo acariciar a sua essência...preciso escapar da sua inconstância.

Não sofro por amor. Sofro por não ter significado. Por não ter atingido esse ponto máximo num coração. Por não ter sido reconhecida na vida compartilhada de tantas maneiras. Por não ter direito a sua reciprocidade.

Quando ainda estamos fracos em nossas escolhas a vida passa por nós.

Se estivermos entregues aos braços do movimento temos a chance da felicidade. No momento em que atrapalhamos o seu fluxo, a tristeza é certa.

Concluo hoje porque ainda espero por uma resposta. Me deixo hoje, pelo menos hoje ser arrastada pela minha alma.

Pois sem paixão o ego não manda. E sem desejo, o sofrimento não chega.


Bom dia 😘