Salve o poço profundo das mentes brilhantes que estão onde temos medo de chegar!
A palavra era meu dom antes de despencar da hiláriante forma pensamento que mortifica o amar.
Eu conheci sinceras criaturas que vivem disfarçadas.Optaram por sair do cárcere da carne e agora enfrentam vertiginosa solidão.
A glória que conhecem são aquelas fixas como as montanhas solenes. Tão ásperas e mortíferas. Pois quantos não caíram desses penhascos tão maravilhosos?!
O amor dos humanos é uma herança de milhares de divindades que passeiam pelo céu da nossa imaginação. Tenho pra mim que o céu e o inferno se tocaram como um anjo e um demônio. E que isso gerou todas as divergências. A grande explosão que todos falam seria a de uma coisa única e total que se fragmentou.
Nossa psique camufla originais fontes de conexão. Mas basta um Dogma pra estragar tudo, pois, o clamor de um desesperado atravessa as paredes de qualquer inferno. Ora todo o resto do dia experimentamos dualidades, pluralidades, estamos sempre medindo, sempre separando. Nós perdemos o princípio de tudo. O sono profundo, a criação ao seu tempo, crescendo como os fetos ou morrendo em seu útero.
O mais ampla mente abarca as cidades inteiras de tão magnífica que é sua projeção. As vezes me submeto a uma viagem que não é a minha por sentir a separação das coisas. E invento algo pra poder superar as perdas que são diárias. As noites infectam sua escura força sobre aqueles que são pobres mortais. Assim vivemos o dia que se finda. E o resto é sonho. E estranhamente sonhos vividos viram lendas.
Como me arrependo de todos mos meus erros, mas porque não há como saber do próximo erro? Estarei olhando tudo de um único ângulo onde tudo é lógico, ígual e quadrado?
Isso então não seria uma prisão? estamos falando de pessoas de carne e osso.
Pessoas que não tem asas.
Asas fiéis que não falham no seu maior ímpeto! algo do que ele foi feito ali explodindo! Sua verdade secreta se expandindo, buscando alguém que acompanhe esse maravilhoso princípio. Seria mesmo querer muito? A estrada que a minha caneta vai abrindo reconhece quem vai e quem fica. Sei por natureza que a maioria vai embora. Tal o teu sorriso que foi o meu dia mais lindo. E no próximo, insuportável e doloroso. As flores morrem. O vento arrasta as folhas secas. O verso envelhece. O morto não fala. Os vivos se escondem. Apenas caminham os homens enquanto estou voando com minha asa negra no céu mais branco.
Foi do sétimo céu que caiu o anjo condenado por amar.
Um anjo que amava com sensualidade.Com devoção. Com adoração.
Não era para um anjo desejar, pois, isso tudo era diferente dele. Pertencia a uma outra natureza. Uma classe de elevada luz. O prazer e o poder eram coisas que só um ser humano poderia desejar. As vestes de um anjo é a sua nudez. E a de um mortal é aquele tecido que se degenera.
Mesmo com tamanha luz um anjo caiu do sétimo céu por amar. Sacrificando a sua veste de luz pra se misturar com todos aqueles que morrerão como as flores e se apodrecerão como as folhas.
Foi assim que me condenei. Desejei nascer da escuridão e do silêncio.
explodir na minha luz e me fragmentei. Sou pedaçinhos do que estava inteiro.
E a minha chegada ao teu coração foi de quem apenas bateu na porta mas ela não se abriu.

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