
Escriba de si mesmo
Reconheço que neste glorioso tempo de liberdade a perfeiçaõ também não existe. E que esses traços de um moderno ansioso também é uma invençao da mídia. Eu que estive tão próximo de ascender em minhas aspirações mágicas, sou ainda um neófito. Desde que não me encontre decidido na escadaria de quem atravessa abismos e temlpos escondidos na terra. Sólida massa em corpo e em espírito.
Reconheço que fui aluno de escola tradicional e que como a maioria acreditei em tudo que a sociedade guardava para mim. Suas estórias de guerra, suas derrotas e conquistas. Sobre a civilização que deixou pistas e outras sonhadas, decifradas, entre outras
nunca exclarecidas. Fui autor da minha peça e da minha expectativa. Poucos viram, poucos aplaudiram, poucos souberam um dia desse encontro misterioso entre mim e uma seleta platéia. Mas a vantagem de não ser famoso como Crowley é que bem no início dos anos no
venta só o escândalo tinha público então este amado mestre foi um ícone.
Reconheço que me apaixonei pelo misticismo como um menino que persegue e ama o Graal. Mas talvez estivesse florindo ao invés de iluminado. Todos eles pagaram tão caro por um título e tantas notas nos jornais. Eu simplesmente dediquei-lhe um poema e uma lágrima.
Reconheço todos os meus defeitos na viagem sem volta que fiz. E sei perfeitamente que tantos juramentos foram falsos e infelizes. Deveria ter lido e ficado quieto. Sabido e ficado em silêncio.
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