quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Mente de Escritor Entrevista

 

Esta é mais uma entrevista com a autora Sylvia D'Sousa que vem falar 
 do seu mais recente livro SALÃO CERIMONIAL uma obra de ficção que aborda assuntos ligado ao ocultismo e os mistérios da alma.
A tecnologia digital revolucionou a produção independente em vários nichos culturais. Mas carece muito de conteúdo original. Em meado dos anos 80 quando as mídias digitais não impactaram tanto e ainda não dominavam grande parte do nosso cotidiano; a música e a TV era o nosso mundo virtual. Assim entramos na década de 90 afinados com o mundo virtual mas pouco informados dos assuntos menos materialistas como: O estudo da alma, ao contrário dos assuntos populares sensacionalista das produções de Tv e Cinema. Entramos no novo milênio nada muito filósofos e muito menos espiritualizados desde que tudo isso deixou de ser importante nos meios de comunicação e também nas produções literárias. Até que se definiu um novo padrão comportamental no meio social e na esfera cultural ocidental.
O livro da autora independente desenvolve a narrativa envolvendo-nos em um drama psicológico de forte teor iniciático por parte dos seus personagens construídos a partir de pessoas reais que a autora teve a honra de conhecer em sua experiência com A MAGIA CERIMONIAL domínio da filosofia oculta.

BLOGGER: o quê te levou a escrever o assunto deste livro

Sylvia D'Sousa: a minha vida ao redor das minhas questões espirituais. Nasceram perguntas na minha iniciação á filosofia que é um namoro, um cortejo muito intimo que a criança sente mas não sabe se expressar. Essa criança é o estado de dormência que todo nós passamos até que uma forte vontade de ascender nos faz sair do nosso estado de criatura nos levando ao estado de colaborador da criação. Para um Mago há que buscar fazer A Grande Obra que filosoficamente significa, realizar a sua própria viagem no mundo suscetível como os livres pensadores que ao quebrar os dogmas quebraram também as fronteiras que o impediam de expandir sua própria consciência.

BLOGGER: Você viveu o que narrou neste livro?

Sylvia D'Sousa: De certa forma sim. Principalmente quando eu sair do Brasil pela primeira vez e fui investigar a Teosofia onde viveu Helena Blavatski nos anos de 1888, época que a Inglaterra era Centro do moviemnto Ocultista. Para o grande filósofo e escritor EliPhas Levi o mestre Papus do século XIX. O polêmico e sensivel  autor de DOGMA E RITUAL DA ALTA MAGIA o espírito da verdade é aquilo que explica tudo e não destrói nada. 

BLOGGER: A estória do seu livro é uma narrativa mais pra romance ou filosofia tradicional recheada de elementos trasncendentais?

Sylvia D'Sousa: É um relato sobre a experiencia iniciática e suas construções de utopia, suas elaboradas organizações, suas estórias e padrões político e religioso. Mas eu não sou expert em nada desses assuntos complexos. Justamente porque sou de uma geração em que a CONTRA CULTURA MODERNA ainda tinha espaço. Os elementos simbólicos da minha narrativa são os simbolos presentes no estudo do Oculto. Mas não articulo nenhum êxtase e nenhuma viagem alucinógena com a minha leitura rsrsr

BLOGGER: Você espera receber uma boa aceitação do seu novo livro?

Sylvi D'Sousa: SIM.

BLOGGER: Quando será lançado?

Sylvia D'Sousa: No final de outubro deste ano. não sei onde ainda. Sou independente conto com a colobaração de amigos e editores. A distribuição dessa vez será diferente. será em e-book e livrarias digitais e física. Espero fazer o melhor para que um numero significativo de leitores tenham acesso a este livro.

BLOGGER: Se uma editora se interessar pelo seu livro o que tem a dizer?

Sylvia D'Sousa: Que acreditem que embora esse assunto vem do seculo XIX a Magia hoje encarada tem forte conotação tecnológica que não deixa de ser veículo de alteração de cosnciência. Magia é pura tecnologia.


Nossos agradecimentos,
Ao Jornalista Claudio Bastos.

2017

2019

2021















         


















quinta-feira, 29 de julho de 2021

Nuvens

Nuvens 

Decidi te chamar por um nome secreto.
E inventar um novo  começo 
De coisas que revelam
Um sinal de amor
Um sinal de vida.

A bonita tempestade que 
forma 
No teu olhar
Me renuncia 
Talvez.

O que resta se não a memoria
Que se arrasta e gasta-se 
Com o tempo?

Tantos momentos perdidos
Porque decidimos tudo
Do nosso jeito.

E para sempre
Olhar para o começo.

















segunda-feira, 1 de março de 2021

Introdução a Liberdade Consciente

"Uma parte de mim que deixo para ti"

Para: Juh

Nostalgias me lança para o período das primeiras crises. Que não era retirar os meus seios; nem injetar testosterona; havia uma revolução por minuto e quando se tem 16 anos, a erupção salta na cara. Hormônio curioso onde os devoradores disfarçadamente comerão a presa, mais leve , mais doce, mais fácil. Ninguém se aproxima de um selvagem assim simplesmente se não com o desejo de feri-lo.  
Já é tarde eu sei pra tentar entender o ofício da vaidade. Quando era realmente e aparentemente bela, eu nem sabia disso.
Também não sabia que a vida é uma corrida de cavalos. Vence o mais forte, o mais ágil, o mais saudável. E até mesmo sua arcada-dentária precisa estar impecável.
Mas por que raios tão jovem aos 43 tenho a impressão que a vida me viveu aleatoriamente. Mas por que raios eu me sinto assim esgotada pela praticidade com que as coisas comuns fluem. Sem nenhum atrativo intimista. O mundo é pálido e cheira a lixo nas esquinas. Não me identifico com isso. Sou morador das estrelas, estou aqui porque fiz uma péssima escolha. Paradoxo de ideias, músicas contemporâneas, náuseas , fome de desejo, fome de esperança. Não há nesta realidade nenhuma terna mão que me acaricie. Estou dura e sou dura como pedra. Mesmo porque tem pedras que crescem com o tempo.
Sei falar de amor sem ter vivido o melhor deles. Justamente porque a vida do terráqueo é uma metáfora mesmo. Se ele for tolo, ele é quase jesuíta. E se ele for científico, ele também é um mago. Se ele pretender ser bonito por natureza, ele é como eu fui, na idade certa.
O tempo são ossos no deserto. Os olhos de ontem agora são passivos. Esperam sem esperar. Dão as mãos sem perguntar nada. Se beijam assim em silêncio. Despidos, dormem juntos e constroem um castelo seguro entre o céu e a terra.
Porém agora, este amor não precisa se justificar.
Procuro o início da minha aventura. Sempre platônico, sempre etéreo. Meu clima para o ideal , para o imortal e para o surreal nunca foi uma coisa escondida. Sempre sofri e sofro por isso. Perturbadora Mente de um ser laborioso. Que pode se entregar também aos manuais práticos; de culinária, jardinagem e até circo.
O grande vendedor de sonhos quer me fazer a pergunta chave; porque estou perdendo a vontade de me disfarçar. Ele quer saber se eu gostaria de renunciar a uma loucura. Uma loucura autêntica. Dessas que você só faz uma vez na vida e eu respondi que não. 
Não estou preparada para conhecer o lado cético das coisas. Mesmo sendo tão plantada. A loucura que eu cultuo é a minha estrela guia. Ela rege a minha essência. Eis porque não é fácil saber na hora o motivo da nossa queda ou de algum tipo de sofrimento. A lágrima é instantânea e natural. Algo não coube mais em algum lugar da gente. Esse lugar não teve mais espaço e transbordou.
Por esses caminhos ando. Também estou cansada de justificar a forma como sinto uma presença; uma espécie de sonho... uma loucura perfeita que não se vive nunca de verdade. É o jogo da luz na escuridão. O filtro pra isso e para aquilo. Os jogos de azar. Deixei  esse mistério ser investigado. E por isso pareço dançar numa rua morta. Nunca deveria olhar  para aquela joia. Porque estava nos braços da castidade por sete anos. Estes sete anos foram a escola da qual poucos podem se graduar. Foi uma escolha da qual até agora não pude constatar se valeu à pena. O exercício dessa parte difícil de passar é não ter muito para querer de ninguém. Talvez isso te sirva como resposta. 
A liberdade que persigo ainda não tem nome, disse Clarice. Mas assim como morre uma poesia, nasce um dia um verso e uma esperança. 



       Sylvia D'Sousa escreve desde os doze anos. Escreve contos, poemas, romance, entre outras belas criações literárias. Atualmente vive na Bahia e está finalizando seu terceiro livro NO SALÃO CERIMONIAL ; livro de ficção baseado em fatos reais. Seu primeiro livro chama-se DE VOLTA Á OCCITÂNIA publicado pela editora Fontenelle de S. Paulo 2014. O segundo é ESTAÇÃO 0.1 disponível em versão digital pela Amazon e finalmente o que ela chama de meu melhor presente: No Salão Cerimonial: Uma reunião de assuntos ligados ao ocultismo e Magia cerimonial. Para falar diretamente com a autora entre em contato via e-mail cherie.diasdesousa@gmail.com ou  stagram: cherie.diasdesousa.